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Raciocínio clínico em Terapia Ocupacional no AVC: uma abordagem centrada na ocupação desde o início

  • dralucianabuin
  • 26 de jan.
  • 3 min de leitura


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode provocar mudanças profundas na vida da pessoa, afetando não apenas o corpo, mas também a forma como ela realiza suas atividades diárias, exerce seus papéis, participa da vida social e se reconhece em sua própria rotina.


Nesse contexto, a Terapia Ocupacional (TO) tem um papel fundamental ao atuar diretamente sobre aquilo que dá sentido à vida: as ocupações.


O raciocínio clínico em Terapia Ocupacional é o processo que orienta todas as decisões do terapeuta, desde a avaliação inicial até o planejamento e a condução das intervenções. Ele integra conhecimentos científicos, análise da ocupação, compreensão do contexto de vida da pessoa e escuta qualificada de suas necessidades, valores e objetivos. No cuidado à pessoa após um AVC, esse raciocínio é essencial para promover autonomia, participação e qualidade de vida de forma individualizada.


O que orienta o raciocínio clínico da Terapia Ocupacional?

Na prática clínica, o terapeuta ocupacional não se limita a avaliar déficits motores, sensoriais ou cognitivos de forma isolada. O foco está em compreender como essas alterações impactam o desempenho ocupacional, ou seja, a capacidade da pessoa de cuidar de si, circular pelos ambientes, trabalhar, estudar, conviver, descansar e se engajar em atividades significativas.

Para estruturar esse raciocínio de forma clara e coerente, muitos terapeutas utilizam o mnemônico TICKS, que organiza a avaliação e a intervenção de maneira centrada na ocupação.

TICKS: como a Terapia Ocupacional organiza o cuidado no AVC

T – Tempo O tempo é um fator decisivo na reabilitação pós-AVC. O terapeuta ocupacional considera em que fase a pessoa se encontra (aguda, subaguda ou crônica), sua tolerância às atividades, o ritmo de recuperação e a organização da rotina diária. A intervenção precoce, respeitando os limites clínicos, favorece a reaprendizagem e a reorganização funcional.

I – Individual / Centrado na Pessoa Cada pessoa vivencia o AVC de forma única. A Terapia Ocupacional parte da história de vida, dos papéis ocupacionais, das atividades que são importantes para aquela pessoa e de seus objetivos. O plano terapêutico não é baseado apenas no diagnóstico, mas na pessoa real e em sua vida cotidiana.

C – Change (Mudança esperada) Aqui são definidas as mudanças que se espera alcançar com a intervenção: maior independência nas atividades de vida diária, retorno a atividades significativas, adaptação da rotina, melhora da segurança, redução da sobrecarga familiar ou ampliação da participação social. As metas são construídas de forma conjunta e têm significado prático para o dia a dia.

K – Key Issue (Demanda ocupacional central) O terapeuta identifica quais são as principais dificuldades ocupacionais naquele momento. Pode ser vestir-se, tomar banho com segurança, preparar refeições, locomover-se pela casa, sair para a comunidade ou retomar atividades produtivas. Focar na demanda central torna o tratamento mais eficiente e direcionado.

S – Support (Intervenções baseadas na ocupação) As intervenções são selecionadas com base em evidências científicas e têm como eixo a ocupação. Isso inclui treino de atividades reais, adaptação de tarefas e ambientes, uso de tecnologia assistiva, orientação à família e estratégias que promovam autonomia e participação no contexto de vida da pessoa.


Terapia Ocupacional no AVC: foco na vida real

A abordagem centrada na ocupação é um diferencial da Terapia Ocupacional. Estudos mostram que intervenções que utilizam atividades significativas, realizadas de forma orientada e contextualizada, favorecem melhores resultados funcionais, maior engajamento no tratamento e impacto positivo na qualidade de vida após o AVC.

Mais do que recuperar movimentos, a Terapia Ocupacional busca reconstruir rotinas, resgatar papéis e apoiar a pessoa na retomada de sua vida, respeitando suas possibilidades e desejos.


Agende sua avaliação com Terapia Ocupacional o quanto antes

📌 Quanto mais cedo a Terapia Ocupacional for iniciada após o AVC, maiores são as chances de ganhos funcionais, autonomia e participação na vida diária.

Você não precisa aguardar encaminhamento médico ou de outro profissional para iniciar o acompanhamento com a terapeuta ocupacional. A avaliação pode ser agendada diretamente, especialmente nos primeiros meses após o AVC, período crucial para a reabilitação.

👉 Agendar uma avaliação com Terapia Ocupacional é um passo ativo no cuidado e na recuperação.


 
 
 

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